Não, não,não
- Era um filme. Não, não,não. Não era épico.
- Não, não, não, não era comédia.
- Vixe, oxe, oxe. Muito menos terror.
- Não, não, não, não era comédia.
- Vixe, oxe, oxe. Muito menos terror.
Estava no Terminal Central (Estação de ônibus) esperando, caçando, sedento e cruel. Precisava de um personagem,de alguém pra sangrar na história. De uma moça com sorriso azul e mão pequenas, olhar quente e acalentador; ou de rapaz alheio e centrado, poeta e cantor, intrépido.
Era tarde, mas não tarde pra achar alguém. Não gostei do velho de chapéu preto e camisa aberta; também não apreciei aquela mulher de óculos estranhos que tinha uma criança ao colo.Também havia aquela menina, aquela menina sim! Colocaria ela num romance, arranjaria até um principe decente, mataria os vilões com requinte de crueldade, esconderia segredos, avançava no tempo. Mas, não,não,não.
A tragédia pra ser melodrámatica e sonora precisa de sangue real. Precisa de dor. Precisa rasgar o chão. Necessita surpreender. Exige destreza. Faz-se no silêncio e no sorriso, mostrando-se enfim, sonora e melodramática.
Era tarde, mas não tarde pra achar alguém. Não gostei do velho de chapéu preto e camisa aberta; também não apreciei aquela mulher de óculos estranhos que tinha uma criança ao colo.Também havia aquela menina, aquela menina sim! Colocaria ela num romance, arranjaria até um principe decente, mataria os vilões com requinte de crueldade, esconderia segredos, avançava no tempo. Mas, não,não,não.
A tragédia pra ser melodrámatica e sonora precisa de sangue real. Precisa de dor. Precisa rasgar o chão. Necessita surpreender. Exige destreza. Faz-se no silêncio e no sorriso, mostrando-se enfim, sonora e melodramática.

1 Comments:
Mas isso não é um texto guri!! É uma poesia fotográfica!!!! Lindo!!!
Abraços amelísticos!!
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