Verdade!
A verdade esconde-se nos mínimos detalhes dos eventos, onde a certeza esconde o improvável. Outrora, a verdade revela-se na claridade de uma manhã de domingo, no sorriso de Lis, no olhar de Ana, no “desdém” de Pedro.
Ana tinha olhos negros; cabelos longos, preto; e uma incógnita no sorriso. Toda manhã de sábado, Ana numa espécie de ritual involuntário ou impulso descabido saia a pulsar pelas ruas de Eldorado (cidadezinha do Sertão).
Ana pedalava minutos a fio, em trajetória que em pouco tempo aprendera a decorar: cores das casas, o Zé cuidando do jardim, a Maria lavando o carro, os meninos a correr, tudo era muito familiar, repetitivo e surpreendentemente encantador.
O que ela procurava, fazia questão de ocultar nos recônditos de seu coração. A Rua 37 fazia parte do roteiro ciclístico de Ana, e ali fazia questão de orbitar e circular. Na Rua 37, casa de número 45 encontrava-se Pedro e perdia-se Ana. Eram sonhos vagos e felizes – Ana insiste em negar; e por negar finda

2 Comments:
talvez todas as anas insistam em negar, para que os pedros da vida possam vir, um dia, a olhar pra elas como as mesmas fazem ;D
Meu fio! você cada vez mais escrevendo coisa boas! Parabéns!
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