Thursday, September 27, 2007
Wednesday, September 26, 2007
Sunday, September 23, 2007
Vai a Idade
Comoaiumaaagelo
A dereter-se no sol
aaaaRetendoaaasó
A dor
De PreVer
An a teVer
MeAtreVer.
Praaaa VER
aaaaque
aaaaaa
Vaidade
De repente
Desfa-se quando
VaIdade.
Como preTexto
aaaOaaaiTexto
EuaaaaaiiTeSto
Tentando DeNovo
aaaaaaaiOaaiNovo
TenaaaaaaDendo Aventurar
aaaA alma
Na brecha fugaz
Vivaaaaaaaaaaz
Que seaaaaaifaz
Quandoaaaaaaaaaando
aaaiN o meuaaaipranto
Pra aaaaa VER
VaIdade
E de repente
Desfa-se a Vaidade.
Não, não,não
- Não, não, não, não era comédia.
- Vixe, oxe, oxe. Muito menos terror.
Era tarde, mas não tarde pra achar alguém. Não gostei do velho de chapéu preto e camisa aberta; também não apreciei aquela mulher de óculos estranhos que tinha uma criança ao colo.Também havia aquela menina, aquela menina sim! Colocaria ela num romance, arranjaria até um principe decente, mataria os vilões com requinte de crueldade, esconderia segredos, avançava no tempo. Mas, não,não,não.
A tragédia pra ser melodrámatica e sonora precisa de sangue real. Precisa de dor. Precisa rasgar o chão. Necessita surpreender. Exige destreza. Faz-se no silêncio e no sorriso, mostrando-se enfim, sonora e melodramática.
Friday, September 07, 2007
dia de verão...
Era verão, verão qualquer, tinha cheiro de verão. E nos dias em que chovia de mansinho então; então era verão! Era sol e chuva, casamento de viúva! Dizem que no verão sorrir é mais fácil e que a coisa é mais simples. Mais que coisa! Essas coisas dão-me um nó na cabeça. Paulinha, minha vizinha de quatro anos, que sabe bem. “Verão é tempo de solzão, marzão e brincadeirão.” Ah! Paulinha. Voltei a gostar do verão por causa dela. Afinal, alguém tem que levar a menina ao marzão.
Foi num destes dias de solzão, era eu e Paulinha; e de repente, mas como que num repente tornamo-nos quatro: eu, Paulinha, a carta ao chão e o enxerido do vendedor de sorvete que não tirava o olho de nós (ah! Moço curiosooo!). Peguei a carta inesperada com certo desespero e coloquei-a no bolso. Seguimos em frente, Paulinha foi encontrar sua gangue (digo seus amigos, doce crianças!).
Sentei-me a beira do mar. Olhei para o lado. Ouvi o barulho das ondas. Notei o cheiro da brisa. Criei um reinado de areia com as crianças. Recordei-me da carta.
Verifiquei se alguém havia me perseguido. Nada. Localizei o sorveteiro e ele continuava bisbilhoteiro (ah! Moço curioso!). Pensei
