Thursday, January 18, 2007

Moças do Rio

Gênese
Verônica era uma pessoa qualquer, sorriso belo, olhar vago, pernas tortas, alma azul (assim ela imaginava), e desatinava às vezes (como qualquer adolescente). Tinha lá seus 17 anos, alma de 25 (assim ela imaginava) e uma vontade quase constante de viajar o mundo. Dormia todo dia a pensar se já nascera como assim pensava ser, ou se era produto de forças que desconheçera até então.Certa vez perguntara a sua mãe a respeito destes pensamentos, esta redarguiu que a filha procurasse urgentemente por um namorado.Enfim, Verônica morava próximo ao rio, na pequena cidade Liberdade (Rua Sol, número 56, Bairro Esperança), neste mesmo lugar crescera e aí mesmo almejava morrer.

Maria era uma pessoa qualquer, sorriso conveniente, cabelos tinturados, corpo acadêmico, alma rosa (assim eu imagino), e desatinava às vezes. Ao completar seus 18 acreditava-se enfim adulta e liberta, pois enfim ganhara carro própio, este presente do pai. Dormia todo o dia, acordava e postava-se a pensar nas baladas, ou nas próximas intrigas intricadas do BBB.Certa vez, indagou seu pai a respeito destas baladas, até hoje aguarda o comentário, desconfia defeito na secretária eletrônica do escritório. Enfim, Maria morava no Rio de Janeiro, típica habitante classe média do Leblon (Rua....Perdão!!! sem mais detalhes), neste mesmo nefasto ambiente crescera e daí mesmo anseiava sair.

O que unia Maria e Verônica além do inconstante desatino da puberdade? Nada. Mas, surpresas acontecem, e há quem diga, que não há mais nada de belo que contemplar as virtuosidades do estocástico.E assim, sem mais rodeios, uma tarde de quarta-feira, em palco até então desconhecido, marcaria para sempre os destinos e desatinos destas duas mulheres.

Friday, January 12, 2007

Escrever

Vô parar de escrever


Parei de escrever por aqui...


Foi! parei lá atrás

Thursday, January 11, 2007

Fractais

Fragmentos
Palavras
Vontade
Conversar
Fugir
Amanhã
Diferente
Semelhante
Circulador
Verão
Paixão
Ilusão
Magia
Energia
Correr
Viver
Te ver
Dificíl
Esperança
Espera
Espera
Espera
Espera

Wednesday, January 10, 2007

Dor

fAço pRosa
DezFaço aGravoS
Te dAndo uma Rosa
PensAndo Ser iNovaDor

E Você SabiaMente
TransForma tudo
Em Nova Dor
Sem Pudor

Mas, Com o ArDor
Que Restou
pEgo essa Flor

E fAço dessa Dor
O que de Cor
aPrendi a Fazer

Friday, January 05, 2007

Da saudade que sei....

Passô u prêmeru dia
Sem você

Passô u segundu
Sem você
E se foi o terçeru

Sem você
Sobre o quarto...

Vêm logo que tá fazendo frio aqui
Sem você!!

Conta

Certa tarde no bar
Pedi a conta
Paguei a conta

No final das contas, me levantei e você correu
E me dei conta
De que por conta
Daquele singelo colar de contas, com um sorriso lindo e um ar de deslumbrante
Perdi de vista, tudo que nesse universo frio e gelado realmente
conta

tua simples confiança...

Semana

E do domingo entediante
Precedendo a segunda sem feira,digo ah!!

Na esperença de não haver febre terça
Para sentir a paz da quarta-feira de cinzas
Quiça a alegria das quintas dionísiacas

E na sexta-feira, só dezCaso
Porque afinal, sétimo dia da criação

Autorais

No princípio era só dúvida
Agora é dívid

No prínci era só lágrim
Agora é lásti

No meio
met...

No fim
Dados os tramites devidos
Consegui autorização devida
Pra finalizar o poema.